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IMPLANTES
OSSEOINTEGRADOS
O
que são implantes osseointegrados?
São uma nova geração de implantes,
introduzidos a partir da década de 60, mas que só agora
atingem um grau de aceitabilidade pela comunidade científica
internacional. São, normalmente, parafusos de titânio
introduzidos cirurgicamente nas áreas desdentadas e,
sobre eles, são instalados dentes artificiais (prótese
dentária).
O que existe de mágico no titânio?
Nada. É um material usado em Ortopedia há muitas décadas.
Simplesmente o titânio não sofre corrosão quando inserido
no corpo humano e não apresenta fenômenos de rejeição
imunológica.
Em que situações não deve ser colocado?
Apenas em 2 situações: em pacientes com determinados
problemas de saúde de ordem geral e quando não houver
espessura e altura óssea suficientes para acomodar os implantes.
E quanto à idade?
Não existe limite de idade: a partir da puberdade, qualquer
pessoa pode receber implantes.
Se não tiver osso suficiente, existem maneiras de
aumentar a quantidade de osso disponível?
Sim. Dever ficar muito bem claro que esses procedimentos
são relativamente novos, ainda não suficientemente testados,
e só devem ser empregados em casos absolutamente necessários,
com total conhecimento de todos os riscos e custos por
parte do paciente.
Quanto dura a cirurgia para
instalar o implante?
Normalmente, entre 20 a 90 minutos. Somente em casos
excepcionais esse tempo é maior.
Quais os riscos cirúrgicos?
Mínimos. A cirurgia é feita normalmente com anestesia
local e é muito mais simples que outros procedimentos
cirúrgicos odontológicos, como a extração de um dente
incluso, por exemplo. 0 pós-operatório
é muito bom e a maioria dos pacientes não relata qualquer
incômodo maior.
A prótese é colocada imediatamente após a cirurgia
Não, normalmente são esperados de 4 a 6 meses para colocação das próteses. Para os casos de
próteses totais, elas são colocadas 3 ou 4 dias após a cirurgia (casos de protocolos fixos) e,
em casos de próteses parciais, muitas vezes, não fica
nenhum dia sem a prótese (em carga imediata). Quase
sempre são próteses provisórias, sendo substituídas
depois de alguns poucos meses pelas definitivas.
A prótese fixada por implantes é melhor que as
convencionais "ponte móvel" e "dentadura"?
A exemplo das próteses fixadas sobre os dentes, as fixadas
sobre os implantes têm como maior vantagem não se soltarem
durante a mastigação, propiciando maior conforto, segurança
e eficiência.
Os resultados estéticos são bons?
Na maioria dos casos, sim. A expectativa demasiada é
comum mas, normalmente, é sucedida
de uma certa parcela de frustração. Em poucos casos,
a solução estética é apenas aceitável.
Todas as próteses fixadas ou não sobre os implantes
não são como os dentes naturais. 0 melhor é pensar nas vantagens funcionais.
Quanto tempo dura um implante? Qual a chance de dar certo?
Pode-se afirmar que 95% dos casos, se os implantes não
forem perdidos nos do primeiros anos de uso, durarão toda a vida. Estudos demonstram
que implantes de boa procedência apresentam taxas de
sucesso acima de 90% no maxilar superior e, 97%, no
inferior.
Do que depende o sucesso do implante?
De vários fatores, mas o principal é a observância do
protocolo (receita completa de como e quando se faz
o implante). E necessário que o profissional seja meticuloso
e treinado na técnica.
Porque é tão caro?
O preço está em visível queda. Adiar a colocação do
implante, por razões financeiras, é melhor do que colocar
um sistema mais barato e não confiável.
PERIODONTIA
A periodontia cuida dos tecidos ao redor do dente (periodonto)
como gengiva e ligamentos periodontais
. Trata de
Gengivites, Periodontites, cirurgias de gengiva, enxertos
gengivais, recuperação de dentes... Veja
como evolui uma doença bucal chamada PERIODONTITE:
Periodontite
Não
Tratar Pode Levar à Perda dos Dentes
"Neste artigo você poderá encontrar inúmeras informações
úteis sobre as doenças que acometem a gengiva e a região
ao redor dos dentes. As causas, os tipos de manifestação
da doença, as formas de tratamento e de prevenção estão
abordadas através da opinião de diversos especialistas
na área da periodontia. Uma doença relativamente simples e tratável em
seus estágios iniciais pode progredir drasticamente,
levando à perda dos dentes".
O que é?
A palavra periodontal deriva
do Grego e significa "ao redor do dente".
De acordo com informações de especialistas, a doença periodontal acomete os tecidos
em torno dos dentes (gengiva, osso e ligamentos de suporte
dos dentes). Convém destacar que a manifestação é, muitas
vezes, indolor.
A periodontite deverá ser
tratada por um dentista ou um periodontista (um dentista especializado no tratamento das doenças
gengivais). As doenças periodontais mais comuns são a Gengivite e a Periodontite e caracterizam-se por processos inflamatórios nos tecidos
moles que, no caso da Periodontite,
leva à reabsorção do osso alveolar, podendo levar à
perda do dente, enquanto que na Gengivite não há alteração
óssea, pois a inflamação só atinge a gengiva.
Causas
O agente causador da doença é a placa bacteriana que
se acumula sobre as superfícies do esmalte dentário
e no sulco da gengiva. Com a evolução da inflamação
gengival, as fibras e tecidos que suportam os dentes
são comprometidos. Como decorrência, um ou mais dentes
podem ficar abalados: é a conhecida reabsorção óssea.
Segundo o Dr. Rubio, conforme
o grau de destruição óssea, pode ocorrer a perda do
dente sem nenhuma sintomatologia dolorosa.
Ainda, o sangramento é o sinal mais característico da
doença e deve ser investigado assim que for percebido
pelo paciente.
A placa bacteriana é como "uma massa grudenta de germes nocivos. Os cientistas descobriram que
cerca de 6 dos 300 germes encontrados na boca podem
causar doenças gengivais".
Diferenciando da Gengivite
A gengivite, como o nome indica, é uma infecção da gengiva.
Como decorrência, a gengiva se torna avermelhada, inflamada
e pode sangrar durante a escovação. Trata-se de uma
forma branda de doença que não inclui qualquer perda
do osso e dos tecidos que seguram os dentes. A gengivite
pode ser geralmente revertida com a escovação regular
e o uso do fio dental. Entretanto, os periodontistas esclarecem que, se não for tratada, a gengivite
pode progredir para uma periodontite.
Tipos de Manifestação
A periodontite de progressão
lenta tem como características: A inflamação gengival,
formação de bolsa e perda óssea. Especialistas explicam
que, em alguns casos, pode ocorrer mobilidade do dente
e, até, em casos extremos, a migração. Regularmente,
ela atinge a maioria dos dentes.
Outro tipo de manifestação é a periodontite de progressão rápida, que pode ocorrer em pacientes
desde a puberdade, até a idade adulta. Pode ocorrer
a formação de bolsas muito profundas e perda óssea rápida.
Já a periodontite juvenil
faz parte de um grupo de doenças periodontais severas que aparecem no início da puberdade e caracteriza-se
pela destruição do periodonto de sustentação. Trata-se de uma doença crônica inflamatória,
onde ocorre grande destruição óssea. Pode ser classificada
de duas formas: localizada, afetando os primeiros molares
e incisivos permanentes. Na manifestação generalizada,
outros dentes são afetados, além dos molares e incisivos.
A doença atinge crianças saudáveis na faixa etária entre 11 e 13
anos de idade, preferencialmente meninas. A gengiva
pode apresentar textura e cor normais, e pequena quantidade
de placa em comparação ao grau de destruição óssea presente.
Outra manifestação é a periodontite de rápida progressão no adulto, doença agressiva com
elevado grau de destruição óssea, que se manifesta em
adultos acima de 20 anos. O tecido apresenta-se inflamado,
ulcerado e muito vermelho; com sangramento espontâneo,
ou frente a um leve toque. Especialistas acrescentam
que em algumas áreas, como nas de perdas ósseas, pode
ocorrer supuração. Em outros casos, o tecido gengival
pode aparentar normalidade, contudo com bolsas profundas.
Convém destacar que algumas pessoas apresentam perda
de peso, depressão e outras deficiências imunológicas.
A periodontite crônica do
adulto, outra forma da doença, ligada à placa bacteriana
e à higiene bucal, apresenta progressão lenta, com inflamação
gengival, perda de inserção periodontal e osso alveolar e formação de bolsa. Além disso, pode
ocorrer sangramento gengival espontâneo, perdas ósseas
e mobilidade dental. Esta doença acomete ambos os sexos,
após os 30 anos.
Halitose (mau Hálito)
Uma das causas do mau hálito são as doenças periodontais,
principalmente a Periodontite,
pois quando há o comprometimento ósseo, formam-se as
bolsas periodontais, com inflamação
dos tecidos, onde se concentram e proliferam bactérias
que se alimentam dentre outros substratos, de proteínas
do sulco gengival, da saliva e de carbohidratos.
Essas bactérias se decompõem ocasionando cheiros muito
desagradáveis: é o mau hálito. A placa associada com
lesões periodontais leva bactérias
para outras regiões orais como o dorso da língua, onde
se colonizam contribuindo para a instalação do mau odor
oral, esclarece a especialista.
Tratamento
De acordo com os especialistas, as doenças periodontais são tratadas através do controle da infecção e da remoção
da placa que contém os germes nocivos.
Para se remover a placa, pode-se fazer a raspagem, retirada
da placa endurecida (tártaro), de tecidos de granulação
e toxinas da gengiva. Já o alisamento da raiz do dente
elimina pontos de acúmulo de germes, permitindo que
a gengiva fique mais aderida ao dente.
Outra alternativa é o uso de um líquido para higiene
bucal contendo uma clorhexidine. Os dentistas podem prescrever antibióticos que
ajudam a eliminar os causadores da periodontite.
Os periodontistas apontam
para a necessidade de revisão periódica, a cada quatro
meses, para se controlar a formação de novas placas
bacterianas.
O principal objetivo do tratamento é estabilizar as perdas e assegurar
que o trabalho conjunto do profissional e do paciente
evite o retorno ou agravamento do quadro periodontal.
O tratamento da periodontite juvenil está associado aos mesmos procedimentos
acima descritos, e administração de antibióticos na
fase de raspagem e cirurgia periodontal,
onde os resultados alcançados são satisfatórios. Também
a utilização de irrigação das bolsas periodontais com tetraciclina e clorhexidine colaboram de maneira a inibir a proliferação bacteriana.
A cirurgia pode ser necessária, caso a raspagem e o
alisamento não controlarem a doença, ou se esta estiver
muito avançada e incluir perda óssea ao redor dos dentes.
"Um anestésico local é administrado fazendo com
que o paciente não sinta qualquer dor ou desconforto.
A cirurgia é realizada levantando-se a gengiva, removendo-se
o tártaro e suturando-a de volta no lugar".
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